Segundo estudo, é possível incentivar a perda de peso em uma conversa de 30 segundos

Resultado de imagem para obesidadeUm estudo da Universidade de Oxford, publicado na revista científica The Lancet, sugere que oferecer a pacientes obesos a oportunidade de participar de um programa de perda de peso durante uma consulta de rotina pode ser eficiente, bem aceito e toma apenas 30 segundos do tempo do médico.

Os resultados devem reforçar a necessidade do diálogo aos médicos que raramente conversam com seus pacientes sobre a questão do peso por medo de ofender, falta de tempo ou acreditar que esses métodos são ineficazes. Os autores dizem que a intervenção de baixo custo deve ser considerada como o primeiro ponto de contato no tratamento de obesidade.

Participaram da pesquisa 137 pacientes que estavam tratando de problemas ligados ao excesso de peso e 1.882 pacientes que tratavem de outros problemas não ligados ao peso.

Para metade foi oferecido um programa gratuito de gerenciamento de peso de 12 semanas. Caso a sugestão fosse aceita, seria garantida a primeira consulta ao participante e oferecido um acompanhamento. A típica conversa com o participante começou com “Enquanto você está aqui, eu só queria falar sobre o seu peso…”

A outra metade foi aconselhado por seu médico de família que perder peso iria beneficiar a sua saúde. Todos os participantes foram pesados na primeira consulta, em seguida, em três meses, eles foram questionados se tinham tomado qualquer medida para controlar seu peso. Eles foram pesados novamente após 12 meses.

Para os que foram oferecida a intervenção, 77% concordaram em participar no programa de gestão de peso, e 40% compareceram. O peso médio no início do estudo foi de aproximadamente 105 kg para homens e 93 kg para as mulheres. As pessoas no grupo de referência perderam, em média, mais 1,43 kg de peso do que aqueles no grupo de controle (2,43 kg de perda de peso média no grupo de referência, em comparação com 1,04 kg no grupo controle). Além disso, um quarto dos participantes no grupo de referência tinham perdido pelo menos 5% do seu peso corporal depois de um ano, e 12% tinham perdido pelo menos 10% – o dobro da taxa do grupo de controle.

É importante ressaltar que a maioria das pessoas (81%) em ambos os grupos acharam a intervenção adequada e útil, enquanto que apenas quatro pessoas acharam inapropriado e inútil. Ao longo dos 12 meses do estudo, uma proporção similar de pessoas de ambos os grupos tinham tomado algumas medidas para perder peso, mas cerca de cinco vezes mais pessoas no grupo de referência tinha tomado medidas eficazes.

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Em um comentário no estudo no The Lancet, os professores Boyd Swinburn e Bruce Arroll da Escola de Saúde da População, da Universidade de Auckland, Nova Zelândia, dizem que os resultados “fornecem notícias otimista para o tratamento da obesidade no atendimento primário”. Eles acrescentam:

“Os resultados positivos dos 30 segundos da intervenção ativa sinalizam a necessidade de mais estudos do mesmo tipo, de modo que a base de evidências para breves intervenções para controle de peso corresponde a  deixar de fumar, prescrição de exercícios e problemas de álcool. Esta intervenção breve como parte de uma consulta de rotina capitaliza oportunidades no âmbito dos sistemas atuais das práticas de cuidados primários. “

Fonte: Oxford University