Projeto Grafiterritórios ZN fará intervenções artísticas em muros da região

A Zona Norte de São Paulo contará com dois novos trabalhos temporários de grafitti, que ficarão em exposição a partir do próximo mês.

O graffitti Mulheres em Fúria”, por Panmela Castro (Anarkia Boladona) + Siss, ficará exposto de 6 de fevereiro a 10 de julho no muro da Rua Viri, ao lado do Sesc Santana. Já o mural Mulheres em Fúria”, por Criola + Ju Violeta + Mag Magrela, ficará de 27 de fevereiro a 10 de julho, no Muro do CEI Adelaide Lopes Rodrigues (Av. Cruzeiro do Sul), ao lado da estação Santana do metrô.

As obras integram a programação do Festival De|Generadas2, na qual foram convidadas cinco artistas para a criação de dois painéis-manifestos. Com  reflexão nas pautas feministas contemporâneas, elas trabalham juntas pelos direitos de todas mulheres e pintam os muros unidas e munidas de suas lutas.

Os murais também fazem parte do projeto “Grafiterritórios ZN”, realizado pelo Sesc Santana, e que propõe a ocupação dos muros e mobiliários urbanos do bairro de Santana e região, numa tentativa de traçar poeticamente um território de intervenções na Zona Norte da capital.

Foto: Geraldo Cruz

Foto: Geraldo Cruz

Sobre as artistas:

Panmela Castro “Anarkia Boladona” (RJ) é bacharel em Artes Plásticas pela Escola de Belas Artes da Universidade do Rio de Janeiro e mestre em Arte Contemporânea pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Já trabalhou com a Organização dos Estados Americanos (OEA), Nike Company, Rosa Luxemburg Fundação Alemã e Academia Brasileira de Letras. Em 2012, foi nomeada uma das 150 mulheres que estão abalando o mundo pela revista Newsweek.

Siss (SP) teve seus trabalhos expostos no Brasil, Hungria, Paris e Alemanha. Foi a artista escolhida pela Madonna para fazer a a capa de seu single Superstar. Participou de várias exposições individuais e coletivas, como Joanas Too Dark, 3ª Bienal Internacional de Graffiti Fine Arte, Exposição Sisstema, entre outras. É também artista colaboradora da Disney/Marvel tendo lançado diversos filmes com seu trabalho em stencil.

Criola (MG) assina seu posicionamento engajado como artista visual negra. Ao grafitar mulheres esteticamente fiéis à sua raiz africana, ela ressalta a importância da identidade da mulher negra brasileira, livre de influências estéticas da mídia e do cotidiano. Imageticamente, o cabelo crespo é um ícone identitário destacado em seu trabalho como símbolo de raiz, essência e resistência cultural.  Ju Violeta (SP) é designer de interiores e paisagista. Em 2004, inicia seu trabalho autodidata com o grafite em São Paulo. Desde então, conduz o público delicadamente até um mundo de sonhos possíves e, ainda assim, indispensáveis.

Mag Magrela (SP) inspira-se na euforia urbana de São Paulo desde 2007. Assim, transita por temas da miscigenação cultural brasileira como a fé, o profano, o ancestral, a batalha do dia-a-dia, a resistência, a busca pelo ganha-pão, o feminino. Seus personagens dispostos nos muros contrastam com a arquitetura cinza e sofrida das cidades, propondo uma pausa aos passantes que procurem refúgio para outros pensamentos.

Fonte: Divulgação