Greenpeace usa realidade virtual para captar recursos nas ruas

A ONG ambiental Greenpeace aderiu aos óculos de realidade virtual para captar recursos pelas ruas da cidade de São Paulo. Com narração da apresentadora Marina Person, o vídeo mostra um passeio virtual pela maior floresta tropical do mundo, a Amazônica. Dessa forma, a organização consegue expor e explicar melhor para as pessoas quais são as suas causas e pelo que estão lutando em prol da preservação ambiental.

Com os óculos 3D, o bancário Kleber Santos é transportado para o Rio Tapajós, apesar de estar em São Paulo, a maior metrópole do país. (Foto de Divulgação)

Os óculos de realidade virtual são um instrumento a mais no processo de conscientização e de captação de recursos financeiros da ONG.

“Queremos mostrar a Amazônia e a beleza deste lugar para as pessoas que nunca foram lá e talvez nunca tenham a oportunidade de ir”, explica Pedro Espinoza, diretor de Captação de Recursos do Greenpeace Brasil. Os vídeos dos óculos de realidade virtual são exibidos dentro de shopping centers e em eventos específicos que reúnem muita gente em São Paulo. “O resultado em termos de captação não é tão grande quanto imaginávamos no início, mas eles ajudam a fidelizar o apoiador”, diz.

A ideia do Greenpeace é distribuir os óculos para os doadores e enviar periodicamente links de vídeos, até mesmo em forma de séries, para manter a conscientização das pessoas de forma mais interativa. “Vamos usar cada vez mais a tecnologia”, ressalta Espinoza .

A pessoa que entendeu a causa, mesmo que não se torne doadora, depois provavelmente vai trocar informações com a família e os amigos. “Assim, ajuda a espalhar a mensagem e a plantar uma semente”, afirma. É muito importante para a ONG explicar da maneira mais realista possível as causas que defende. Seu financiamento ocorre única e exclusivamente através de doadores comuns, pessoas físicas.

“Não aceitamos doações de empresas, de governo e de partidos, porque precisamos ter independência e credibilidade”, explica Espinoza. No Brasil, 60 mil pessoas apoiam o Greenpeace com doações mensais (uma média de R$ 40). No mundo, são mais de três milhões de apoiadores.

O trabalho de rua é árduo. Os representantes da ONG levam, em média, mais de duas horas para conseguir um doador. “Para conseguir um parceiro é preciso abordar entre 25 e 30 pessoas”, informa Espinoza. Mais de 160 representantes do Greenpeace conversam com as pessoas nas ruas de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador e Porto Alegre, durante seis horas por dia, convidando-as para participar da ONG. “Elas são o nosso sangue. Só conseguimos trabalhar por causa deste apoio”, ressalta o diretor de Captação de Recursos.

Fonte: Projeto Colabora