Shopping Pátio Higienópolis abre o Palacete Nhonhô Magalhães para visitação

Foto: Divulgação

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No próximo dia 12 de dezembro, em horários pré determinados, três grupos de 15 pessoas poderão sentir a atmosfera dos anos 30, do século 20, ao visitarem o palacete de Nhonhô Magalhães, um barão de café, tombado pelo Patrimônio Histórico e que pertence ao Shopping Pátio Higienópolis. Em contínuo processo de restauro, o local será aberto pela primeira vez à visitação pública, como parte das atividades da I Jornada do Patrimônio Histórico, promovida pela Prefeitura da Cidade de São Paulo.

Construído no início do século 20, o casarão da Avenida Higienópolis, 758, pertenceu ao barão do café Carlos Leôncio de Magalhães e ostenta, em seus cinco pavimentos um estilo eclético, que fazia sucesso na Europa dos anos 30, com detalhes em marchetaria, lustres de ferro fundido, lambris de jacarandá entalhados pelo artista italiano Dinucci, vitrais belgas, mosaicos com vidro Murano e teto em madeira de lei ornamentado em gesso pintado em dourado. No subsolo, há ainda um pequeno teatro, erguido para entretenimento da família e seus convidados. A visitação, gratuita, será em 12 de dezembro, mediante inscrição prévia.

Inscrições

Para participar, os interessados devem se inscrever até o dia 11 de dezembro, pelo telefone (11) 3289-2699, ou pelo email casaraohistorico@spmj.com.br. As visitas serão limitadas a três grupos de 15 pessoas, para visitação em horários pré determinados (11h, 14h e 16h) no dia 12 de dezembro. Cada grupo será formado por ordem de inscrição.

Roteiro – Os visitantes serão recebidos no jardim onde poderão ouvir um pouco da história do palacete. O grupo será então guiado pelo interior do casarão, passando pelo seu saguão principal, pelo andar superior e primeiro subsolo, com destaque para a área do teatro e belvedere; a saída será pelo jardim, com vista para a área Boulevard do Shopping Pátio Higienópolis. O percurso tem duração estimada de 45 minutos.

Curiosidades – O palacete foi construído entre 1930 e 1937, seguindo o estilo europeu da época. Pelo trabalho de restauração, descobriu-se que cada quarto tinha originalmente uma pintura diferente, sempre imitando tecido, com padronagens típicas de castelos franceses. No centro do primeiro andar, onde ficam os quartos principais, há uma pequena capela inspirada no Mosteiro dos Jerônimos, de Lisboa; o entalhamento na madeira, da escada principal e que levam a esta capela, exibe símbolos religiosos. No subsolo, há um o anfiteatro, com capacidade para cerca de 50 pessoas sentadas e na sala principal (térreo), um balcão para saraus e apresentações musicais. A história conta que Leôncio de Magalhães não chegou a morar na mansão. Morreu um ano antes da sua conclusão – mas a mulher Ernestina e os cincos filhos, solteiros, moraram ali por cerca de 15 anos. A partir de 1974, o casarão serviu de sede para a Secretaria da Segurança e Delegacia Anti-Sequestro, que preservou a estrutura geral da casa.

Fonte: Divulgação