“Rainhas do Orinoco” estreia hoje no Teatro Vivo

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Foto: Divulgação

Walderez de Barros (Mina), Luciana Carnieli (Fifi) e o músico Dagoberto Feliz estreiam nesta-sexta-feira (13) no espetáculo Rainhas do Orinoco, no Teatro Vivo, em São Paulo. Com direção de Gabriel Villela, a comédia do mexicano Emilio Carballido, com tradução de Hugo de Villavicenzio, é um teatro recheado de canções latino-americanas.

A encenação foi construída a partir da estética do circo–teatro, tal qual ele existiu no Brasil até meados dos anos 60, que teve seu auge com Vicente Clestino, Gilda de Abreu, Tonico e Tinoco, José Fortuna, Circo Arethusa, Dercy Gonçalves, Grande Otelo, Oscarito, com os grandes circos e grandes melodramas.

“Este espetáculo é o irmão ingênuo, formoso, brincalhão da minha montagem de “Vem Buscar-me Que Ainda Sou Teu”, de Soffredini, em 1990, e que foi um momento em que a arte popular acabou nos dando a matéria prima para a configuração de um teatro mais brasileiro, do interior do Brasil profundo. Carballido teve a sabedoria de fazer uma grande comédia. A peça é um depoimento humanista de alguém que enxerga através da comédia e do melodrama a existência de dois seres humanos desprotegidos na carne e nos grotões da America Latina. Colocamos em cena esse texto usando a linguagem estética do circo-teatro”, comenta Villela.

A atriz Walderez de Barros em cena no musical (Foto: Divulgação)

A atriz Walderez de Barros em cena no musical (Foto: Divulgação)

Para isso, Gabriel conta com parceiros especiais. Os diretores assistentes Ivan Andrade e Daniel Mazzarolo estão juntos com Gabriel desde o primeiro ensaio. A direção musical, preparação vocal, arranjos vocais e a partitura dos textos coube à mineira Babaya, que já fez 29 espetáculos com o diretor, enquanto os arranjos instrumentais foram elaborados pelo musicista, diretor e ator Dagoberto Feliz. Os figurinos com cores, texturas e caimentos inspirados em toda a América Latina são de Gabriel Villela. A cenografia de William Pereira remete a um pequeno picadeiro em formato de barco com telões naif reproduzindo a fauna e a flora de uma floresta equatorial. A iluminação é de Caetano Vilela e os adereços e objetos de cena foram confeccionados em sua maioria por Shicó do Mamulengo. A direção de produção é de Cláudio Fontana.

Os ingressos custam entre R$ 25 (estudante) e R$ 80 e podem ser adquiridos na bilheteria do local ou pelo site Ingresso Rápido.

O Teatro Vivo fica na Avenida Doutor Chucri Zaidan, 2460 – Morumbi.