MuBE recebe exposição sonora a partir de amanhã

Foto: Embratur

O Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), abre ao público neste domingo (18) a mostra “Paisagens Invisíveis”, uma exposição de arte sonora que chama atenção para aspectos da paisagens que vão além da visibilidade. A área expositiva interna está completamente vazia de objetos, mas ocupada por sons.

Três núcleos estruturam a exposição:

  1. Ruídos e Natureza, que traz sons produzidos a partir de elementos naturais e vibrações irregulares.
  2. Paisagens narrativas, com monólogos e diálogos captados na cidade.
  3. Paisagens eletrônicas, que traz sons de amplitudes e frequências diversas produzidos digitalmente, por computadores ou traquitanas artificiais.

Onze autores ativam os espaços expositivos com ondas sonoras que ecoam no concreto e exploram sensações de volume e localização espacial. É da relação entre a música, o rádio e as artes visuais, em contato com a arquitetura, que a arte sonora se constitui e expande o campo de possibilidades de atuação do artista. O público é convidado a percorrer o museu seguindo luzes e sons que indicam o trajeto. O aparelho auditivo, responsável por um dos sentidos que geralmente não é o protagonista das exposições de arte, está no centro da experiência.

A mostra aguça a percepção dos visitantes em relação ao seu entorno e contribui para expandir a noção de escultura. Ao exigir a escuta, Paisagens Invisíveis revela possibilidades de compreensão do modo como som ocupa e se relaciona com o espaço tridimensional.

Participam da exposição os artistas Caio Cesar Loures, Chelpa Ferro, Detanico Lain, Alexandre Fenerich e Giuliano Obici, Lenora de Barros, Luisa Lemgruber, Luiza Schulz, Projeto Outros Registros, Ricardo Carioba, Sara Não Tem Nome, Sidney Schroeder. A curadoria é de Cauê Alves e Floriano Romano.

“Paisagens Invisíveis” fica aberta ao público até o dia 29/01/2017, de terça a domingo, das 10h30 às 18h.