Animal pré-histórico e menino das cavernas protagonizam animação “O Bom Dinossauro”

Novo filme da Pixar, "O Bom Dinossauro" estreia hoje no Brasil (Foto: Divulgação/Pixar)

Novo filme da Pixar, “O Bom Dinossauro” estreia hoje no Brasil (Foto: Divulgação/Pixar)

No entanto, nada disso é realmente prejudicial ao roteiro, cuja história foi criada a dez mãos, incluindo as do estreante Peter Sohn, que dirigiu o curta “Parcialmente Nublado” (2009) e participou da arte e da dublagem de outras produções do estúdio, e as de Bob Peterson, diretor de “Up: Altas Aventuras” (2009) que estava à frente do projeto antes de ser desligado por divergências criativas.

Ficou a cargo de Meg LeFauve, roteirista de “Divertida Mente”, finalizar o conturbado script, mas nem ela foi capaz de solucionar o terceiro ato e não se apoiar somente em Spot como alívio cômico. Outros personagens aparecem neste sentido, porém, são apenas participações rápidas durante a jornada de volta para casa do protagonista.

Contudo, os problemas de produção não repercutem nos aspectos técnicos do longa, cujos avanços em animação se refletem no realismo das paisagens naturais inspiradas no noroeste dos Estados Unidos –e vem garantindo a “O Bom Dinossauro” indicações em premiações especializadas.

E se o estilo mais cartunesco dos personagens se diferencia do naturalismo do cenário, é algo proposital para transmitir a fragilidade de Arlo frente à natureza, sua antagonista a ser desafiada e respeitada ao mesmo tempo.

Além do subtexto ambiental implícito, é interessante a inversão trazida na dinâmica do garoto com seu cachorro/fera, sendo a figura humana a “selvagem”, potencializando o discurso de respeito às diferenças. Entretanto, é no tratamento da família como tema de discussão que o filme traz, silenciosamente, o que a Pixar faz de melhor: emocionar verdadeiramente seu espectador.

A animação estreou nesta quinta-feira (7) nos cinemas brasileiros.

Veja o trailer:

Fonte: Cineweb via Reuters Brasil